Não fui apenas ao cinema

25.12.06

Minhas cenas favoritas 16 - Psicose (1960)

Essa cena não podia deixar de aparecer na minha lista. Talvez uma das mais citadas e parodiadas da história do cinema. Reparem no close do olho de Janet Leigh... essa tomada foi feita de uma só vez. Um trabalhão, mas o resultado é perfeito. Uma cena antológica!!!

24.12.06

Minhas cenas favoritas 15 - Moulin Rouge (2001)

É sempre arriscado se propor a filmar musicais hoje em dia, por falta de público. Mas nada que uma boa repaginação, e uma licença ao público jovem, não possa produzir bons espetáculos. O opulento Moulin Rouge é, de fato, um banquete para nossos sentidos. O trecho de "The Show Must Go On", do Queen, é minha cena favorita.

23.12.06

Minhas cenas favoritas 14 - A Felicidade Não Se Compra (1946)

“Every time the bell rings, an angel gets his wings” ... Filme obrigatório nas noites de Natal em todos os Estados Unidos, A Felicidade Não Se Compra (It’s a Wonderful Life, 1946) é uma fábula que trata de temas importantes sem nunca cair na pieguice. A idéia de que nossa vida toca de modo significativo tantas outras vidas não deve, mais do que nunca, ser esquecida. Com toda esta agradável inocência, A Felicidade Não Se Compra é, até hoje em dia, um dos mais belos filmes já realizados. Desejo a todos os visitantes do blog um Feliz Natal!!!

17.12.06

Como é bom saber que existe cinema... e como é bom saber que ainda são feitos filmes que nos deixam extasiados e absolutamente entopercidos. Ontem à noite, tive um destes momentos de êxtase. Lembro-me que a última vez que senti algo parecido foi com Marcas da Violência (aliás, meu preferido de 2005). Desta vez, o responsável foi Fonte da Vida (The Fountain, 2006), em cartaz apenas no MAG Shopping. O filme foi vaiado no Festival de Cannes e não foi bem recebido pela crítica. Em todo caso, aconselho a todos que dêem uma olhada. Antes de mais nada, preparem seus espíritos para um filme mais metafórico e bem menos linear. Vocês poderão querer me matar depois dos primeiros minutos do filme (sim, o que vocês estarão vendo é um homem careca flutuando no espaço sideral), mas advirto-lhes que tudo fará sentido depois dos 96 minutos (pelo menos fez sentido para mim). O filme nos faz pensar sobre amor, morte e espiritualidade, através de 3 estórias paralelas. Bom, na minha interpretação, apenas uma delas é realidade. Na Espanha do século XVI, o navegador Tomás Creo (Hugh Jackman) parte para o Novo Mundo, em busca da lendária Árvore da Vida. Nos tempos atuais, a mulher do pesquisador Tommy Creo, Izzy (Rachel Weisz, em aparições de uma beleza ofuscante!!), está morrendo de câncer, mas ele busca desesperadamente a cura que pode salvá-la. Em uma terceira estória, no século XXVI, o astronauta Tom finalmente consegue a resposta para as questões fundamentais da existência. A sinopse pode parecer confusa e pretensiosa e o filme pode não agradar a todos. A direção é de Darren Aronofsky, do excelente Réquiem para um Sonho, e a trilha sonora (soberba!!) fica a cargo da banda Mogwai.
ALERTA!!!: Quero me eximir da responsabilidade de indicar este filme... então, alerto a todos que ouvi da boca de muita gente, aqui em Jampa, que este é um dos piores filmes do ano.

15.12.06

Pessoal, mil perdões por, apenas hoje, autorizar a publicação dos seus comentários, aqui no blog. Ontem, comentando com uma amiga (que me falou que havia mandado um comentário), percebi que o blogspot não envia e-mails, alertando dos novos comentários. Por esta razão, só hoje os liberei (recebi até mensagens internacionais: alfacinhas!!). Uma pena que eu tenha demorado tanto!! Agradeço a todos pelo envio de mensagens.

Bom, hoje é meu primeiro dia de férias (bom, meias férias, porque é só do trabalho... o estudo continua) e prometo ficar um pouco mais assíduo.

Para quem ainda não está sabendo, sairam as nomeações para o Globo de Ouro. Aguardem as novas postagens.

3.12.06

Só um bom filme para tirar minha letargia de escrever no blog. Fui despretensiosamente assistir a O LABIRINTO DO FAUNO (Pan’s Labyrinth, 2006, EUA/México/Espanha), sem ler nada a respeito antes, apenas sabendo que quem dirigia era Guillermo del Toro. Surpreendi-me com a magia e seriedade deste filme. Já entra na briga para meus melhores do ano. Impossível não se lembrar do realismo fantástico de Gabriel García Márquez.

Li, depois da sessão, que este foi o filme escolhido pelo México para concorrer a uma das cinco vagas do Oscar 2007 de melhor filme estrangeiro. Não percam!

Sinopse: Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofélia, de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen. Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes, jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofélia descobre um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo conseqüências para todos à sua volta.